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Migrantes e Famílias

Gráfico do mascote

Caros migrantes, familiares e amigos,

Apesar de muitos imaginarem o migrante como um indivíduo com poucos e escassos recursos sociais, pessoais e econômicos, pesquisas indicam que são geralmente a parte da população mais seletiva, jovem e relativamente privilegiada e instruída, comparada a uma boa parte da população não-migrante, principalmente tratando-se de migração internacional. Estes são indivíduos que selecionam e planejam, calculam custos variados e dispõem de meios sociais e financeiros para migrar. Segundo estudos, maior renda e escolaridade tende a aumentar a tendência do indivíduo a migrar, facilitado pelas condições financeiras, níveis de escolaridade, o que facilita a inserção do migrante no mercado de trabalho estrangeiro.

Acreditamos que o migrante é um indivíduo com a capacidade de contribuir e enriquecer não somente a sociedade que o acolhe, porém também a sua comunidade de origem, seja através do investimento econômico (através de remessas) e social (melhoria da qualidade de vida de seus familiares) desde o exterior, seja quando este retorna ao seu país.

Latinoamerican@s deseja contribuir para a redistribuição da qualidade de vida; através da afirmação dos direitos humanos e pessoais de buscar livremente melhores oportunidades, do direito das mulheres e homens a uma sociedade segura, justa e fraterna, onde a solidariedade crescente seja capaz de romper barreiras culturais, sociais, étnicas e de gênero, permitindo que todos sejam cidadã .

Latinoamerican@s promove a solidariedade e cooperação entre migrantes, suas famílias e amigos, profissionais, organizações e associações através de uma rede de informações online, onde o diálogo e o intercâmbio de conhecimento são prioridade. Latinoamerican@s utiliza a tecnologia digital como ferramenta de organização, inclusão, integração e de distribuição de conhecimento.

O custo da migração

Mas n em tudo são rosas no processo migratório. O custo para o migrante e seus familiares é geralmente muito alto. Nos casos em que a migração se prolonga por vários anos, dois fatores tornam-se muito importantes: por um lado é possível haver a reintegração familiar no país de destino, ou/e a desintegração de laços familiares no país de origem. No primeiro caso, esposo ou esposa e filhos se unem ao/à migrante, sendo que muitas vezes a união é seguida de abandono progressivo do envio de remessas e ajudas variadas a outros familiares até então dependentes por diversas razões, como idade avançada, doença ou impossibilidade permanente de auto-suficiência.

Em outros casos mais complicados, o/a migrante não consegue reunir recursos necessários (financeiros e/ou condições básicas como visas de reunificação) para a reintegração familiar, porém por falta de perspectivas em seu país de origem, necessitam continuar no exterior. Com o tempo, os laços familiares com o núcleo familiar no país de origem tendem a desintegrar-se paulatinamente, assim como as remessas tendem a diminuir ou extinguir-se como no caso anterior. Em países com alto número de emigrantes também há um alto número de crianças e idosos que se encontram desprotegidos e abandonados, devido a este novo problema advindo da migração.  Muitos migrantes sofrem com a solidão e se deprimem, regressando ao país de origem antes do planejado, com dívidas e em situação mais vulnerável do que anteriormente.

 

O tráfico

Outros, sem recursos, recorrem à organizações que prometem emprego e visto de residência na Europa, descobrindo tarde demais que estão sendo aliciados para o comércio ilegal de trabalho escravo ou exploração sexual. Principalmente jovens do sexo feminino (e paulatinamente também do sexo masculino) são atraídas por garantias falsas de emprego no exterior. Geralmente se endividam, e ao entregar todos os documentos, transformam-se em presas fáceis, sendo mantidas em geral como prostitutas em bordéis. A promessa se transforma em um pesadelo, pois em muitos casos, não lhes é permitido circular livremente e são ameaçadas de morte em caso de fuga.

O tráfico de seres humanos é parte do crime organizado internacional, rendendo milhões de dólares ao ano, logo depois do tráfico de drogas e armas. No caso do Brasil, estima-se ao redor de 1000 pessoas traficadas ao ano, das quais a grande maioria são mulheres jovens, entre 18 e 30 anos, de baixa escolaridade, empobrecidas, principalmente das regiões norte, nordeste e centro-oeste. Porém, há um alto número de jovens de ambos sexos de classe média, que em busca de melhores oportunidades no exterior, deixam-se seduzir pelos sonhos de emprego com altos salários

 

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